domingo, 21 de janeiro de 2024

Polícia investiga fraude milionária por PIX no MA e outros estados

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã dessa quinta-feira (18), uma operação contra um grupo suspeito de fraudar pagamentos de guias de arrecadação por meio de códigos PIX adulterados. Segundo a investigação, houve prejuízo de R$ 21 milhões ao Banco do Brasil. Os agentes cumpriram 10 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão no Maranhão e em 9 estados:

1. São Paulo;
2. Rio de Janeiro;
3. Mato Grosso;
4. Santa Catarina;
5. Minas Gerais;
6. Bahia;
7. Distrito Federal;
8. Amapá;
9. Goiás.

Os investigadores afirmam que o grupo inseria códigos de barras de guias de pagamento válidas, mas adulteraram o QR Code de PIX para valores significativamente menores. As fraudes foram cometidas entre 7 e 31 de janeiro do ano passado.

Entre os alvos estão secretários de Finanças e um advogado. As identidades não foram reveladas até a última atualização desta reportagem.

Segundo a Polícia Civil, oito pessoas foram presas e duas pessoas estão foragidas. Em nota, o Banco do Brasil informou que as investigações começaram após apuração interna que detectou irregularidades que foram informadas à polícia.

“O Banco do Brasil colabora com as autoridades na investigação de fraudes de qualquer natureza contra a instituição com o repasse de subsídios no seu âmbito de atuação para as autoridades competentes”, disse a instituição financeira.

Na operação, também foi apreendido dinheiro em espécie, incluindo dólares, armas, computadores e celulares. A Polícia Civil informou que, nesta quinta, foram presos os fraudadores dos boletos. Os servidores públicos envolvidos no esquema apenas prestaram depoimento.

Como agiam

A polícia informou que o grupo era dividido em quatro núcleos. São eles: operacional, de prefeituras, de intermediadores e financeiro. Confira abaixo a função de cada um deles:
  • Núcleo Operacional: Responsável por explorar a vulnerabilidade e efetuar os pagamentos.
  • Núcleo de Prefeituras: Emissão das guias fraudulentas e repasse das verbas. Prefeituras de Morros (MA), Ubaitaba (BA), Serra do Navio (AP), Jacinto (MG) e Acorizal (MT) estiveram envolvidas.
  • Núcleo de Intermediadores: Facilitou a comunicação entre o núcleo operacional e as prefeituras.
  • Núcleo Financeiro: Utilizou empresas para permitir a retirada dos recursos ilícitos das contas das prefeituras.
Ao longo da investigação, os agentes encontraram registros dos suspeitos comemorando os resultados das fraudes em festas em Goiânia, em Goiás. A Polícia Civil afirma ainda que os alvos ostentavam carros de luxo e viagens para destinos luxuosos.

Os alvos podem responder por crimes como invasão de dispositivo eletrônico, furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Se condenados, eles podem pegar mais de 20 anos de prisão.

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