quinta-feira, 22 de outubro de 2020

UFMA identifica 410 casos de fraude no sistema de cotas raciais

As defensorias públicas e a OAB criaram um observatório com a finalidade de fiscalizar o acesso de candidatos cotistas a concursos, seletivos e vestibulares ocorridos no estado nos últimos cinco anos.



A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) abriu processo interno e vai apurar denúncias sobre os casos dos universitários que teriam entrado na faculdade ilicitamente, fraudando cotas raciais — Foto: De Jesus / O Estado

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) abriu processo interno e vai apurar denúncias sobre os casos dos universitários que teriam entrado na faculdade ilicitamente, fraudando cotas raciais. Por conta disso, as defensorias públicas e a OAB criaram um observatório com a finalidade de fiscalizar o acesso de candidatos cotistas a concursos, seletivos e vestibulares ocorridos no estado nos últimos cinco anos.

Segundo Erick Moraes, presidente da Comissão Da Verdade Negra no Brasil da OAB-MA, a afrocoveniência é o nome que se dá quando alguém tenta se passar por negro para obter algum direito.

“A afrocoveniência tem se manifestado um fenômeno bastante forte no Brasil, principalmente depois da promulgação da lei federal com a possibilidade de cotas para pretos e pardos, no sentido de que as pessoas vêm fazendo diversas fomas, como o bronzeamento em excesso, a maquiagem para transformar o nariz grosso, as vezes, até implemento de lábio artificial, a apropriação cultural, através de penteado, de roupas, da maneira de se vestir” explica Erick Moares.

No início de junho deste ano, um perfil em uma rede social chamado ‘Fraudadores de cotas- Maranhão’ expôs nome e rosto de quem obteve vantagem no sistema de cotas, principalmente nos cursos de Direito e Medicina da UFMA.

Pelos dados da Pró-Reitoria de ensino, são pelo menos 410 denúncias desse tipo e a maioria envolve candidatos que se autodeclararam negros ou pardos. No entanto, esses casos estão sendo apurados administrativamente.

A UFMA alega que as denúncias são referentes ao período entre 2012 e 2019, quando não havia uma comissão para analisar essa autodeclaração, esses processos administrativos podem invalidar diplomas de universitários que se beneficiaram indevidamente da política afirmativa ou até provocar o desligamento de quem conseguiu a vaga mediante fraude.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento de Ensino e Graduação, Acildo Leite, todas as pessoas que foram denunciadas serão convocadas para uma avaliação presencial de características fenotípicas e se for constatado que o universitário não tem o perfil para ocupar uma vaga na cota, ele será desvinculado da universidade.

Por G1 MA 

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